Agora que vocês já me conhecem do outro post (para mais informações ver postagem sobre o jogo Botafogo x Paraná no Engenhão), posso pular as apresentações.
Primeiro, é uma grande responsabilidade comentar o clássico de maior vulto atualmente no futebol carioca, o Flamengo é um time grande também, até porquê, não haveria graça em ser rival de um time pequeno.
Segundo, todos os torcedores que estiveram no Engenhão hoje, merecem parabéns, por terem respeitado o minuto de silêncio em homenagem às vítimas da chacina na Escola Tassio da Silveira.
E agora vamos, finalmente, falar do jogo, um jogo que envolvia grande expectativa e que apesar de nossas expectativas terem sido frustradas, existem observações a serem feitas.
Ao contrário do que se pode imaginar, o Botafogo não tomou pressão o tempo inteiro, a superioridade do Flamengo não existiu. O que existiu foi um primeiro tempo em que os dois times partiram pra cima e buscaram resultado. O Botafogo errou muito nos passes finais e desperdiçou algumas chances importantes. Já o Flamengo, apesar de também errar muitos passes, conseguiu finalizar algumas vezes e com maior qualidade, pronto, o resultado é justo, admitamos.
Ainda no início do jogo, o Botafogo foi pressionado e errava muito a saída de bola, dificultando o "encaixe" de boas jogadas.
Aos 11 minutos, o meio campo do Botafogo ainda não conseguia acertar a marcação e a criação ficava limitada aos contra ataques.
Pelo lado direito, Alessandro não conseguia marcar, fazendo com que Marcelo Matos se preocupasse com a marcação em uma área do campo que deveria ser ocupada majoritariamente pelo lateral, que se ausentou pela deficiência técnica já tão falada.
Em seguida, os dois times erraram passes seguidamente, nivelando o jogo por baixo.
Mas aos 14, Rodrigo Alvim que tripudiou em cima do Alessandro o jogo inteiro, cruzou na cabeça de Ronaldinho Gaúcho, que sozinho cabeceou pra fora. A zaga, como sempre, titubeou e por sorte não vendeu o trabalho de Jefferson.
Aos 16 minutos, acontece a primeira boa jogada do Botafogo, com boa movimentação no meio de campo, mas Loco Abreu não se posicionou pra cabecear com perfeição.
Em meados do primeiro tempo, o Flamengo continuou errando passes, assim como o Botafogo, mas ao contrário de nós, levando certo perigo a nossa área.
Aos 19 minutos, Everton cria boa jogada e Herrera cruza pra Loco abreu, que desperdiça a chance mais uma vez.
Aos 22, Marcelo Mattos chuta de fora da área após movimentação de Alessandro e inversão pra Somália.
A partir daí, acontece um equilíbrio maior na partida, com nenhum dos dois times criando efetivamente.
Mas aos 34 minutos, o pior acontece: o gol do Flamengo.
Após cruzamento de Rodrigo Alvim não evitado por Alessandro, Thiago Neves marca. O cochilo da zaga, mais uma vez foi decisivo no resultado. Além, é claro, da falta de precisão no bote mal dado de Alessandro. Sem falar na displiscência geral da defesa, que nem se preocupou com a possibilidade do Thiago Neves vir de trás. Somália não acompanhou e pronto, estava feito o primeiro gol.
A ausência de criatividade no meio e a dificuldade na marcação da saída de bola foi determinante pro resultado no primeiro tempo.
Somália não foi bem na lateral esquerda, se Léo Moura chamasse mais jogo pra si, grande parte das jogadas do adversário poderia ter surgido de lá.
Na volta pro segundo tempo, Caio Jr. tira Bruno Thiago, que apesar de solícito ficou apagado durante a maioria do tempo, colocando Lucas com a intenção de auxiliar Everton na criação, pela direita.
Lucas se movimenta bem, porém a criação de jogadas que realmente têm potencial pra se tornarem um gol, continua deficiente. Acho que ficou claro que Everton não é o homem certo pra assumir a responsabilidade de principal meia armador.
O Botafogo pressiona, cruza, consegue escanteios, mas ninguém converte. Talvez seja porque mais uma vez, as jogadas aéreas foram priorizadas em detrimento das jogadas com a bola no chão. Também peca bastante na finalização e na troca de passes que antecedem o toque final.
E o Flamengo, que tinha no discurso de seus jogadores uma proposta de ficar apenas no contra ataque, cumpre o que foi dito e se limita a marcar e tentar contra ataques. Pra comprovar, bastava olhar o desenho tático do Flamengo aos 10 minutos, o time inteiro posicionado atrás do meio de campo.
Aos 8 minutos, Caio Jr. tira Somália, que não vinha bem e põe Guilherme.
Aos 11 minutos, Wanderlei percebe que David não rendeu o jogo inteiro e que não renderia mais. Põe Diego Maurício pra tentar agilizar o contra ataque e dar velocidade ao time.
Aos 18 minutos, o Flamengo desce em um contra ataque, pressiona e a zaga sente dificuldade em afastar a bola, Jefferson sai, afasta, mas a sobra ainda era deles, com o gol desprotegido, a defesa tira a bola perto da linha. Mais uma vez, a zaga não se acerta fazendo com que o segundo gol quase saísse mais cedo.
Aos 20 minutos, com jogada ensaiada "esquematizada" por Ronaldinho Gaúcho, a zaga dá bobeira de novo e David Brás cabecea, a sorte foi o impedimento bem marcado pela arbitragem.
Aos 26, Caio entra no lugar de Everton. Acho que Caio Jr. errou na substituição, apesar de tudo, Everton não era o que mais comprometia e ainda poderia se encontrar no jogo. Quem sabe se tivesse tirado o Alessandro, a movimentação pelo lado direito não melhoraria?
Aos 35, o Botafogo continua criando com Lucas, mas falta qualidade nas finalizações.
No segundo tempo, o Botafogo possuiu maior parte da posse de bola, mas longe de ameaçar, de trazer perigo.
É notável a prioridade dada ao jogo aéreo, deveriam notar também, que esse tipo de jogada não tem dado certo.
No fim, aos 43, gol do Flamengo em falha da defesa, Léo Moura lança pra Thiago Neves e ele converte.
E a arbitragem? Gostaria de saber pra que tantos cartões. Será mesmo que houve necessidade? Qualquer faltinha, um cartão. É assim que se controla o jogo, juiz? A resposta é não. Péssima arbitragem.
Bom, ficou claro, pra todo torcedor que acompanha a trajetória do Botafogo, que precisamos de reforços, mesmo quando o Maicosuel voltar, precisamos de alguém pra dividir essa criação no meio de campo. Além disso, alguém pra fazer uma ligação mais consistente entre a defesa e o ataque, evitando chutões.
Dividir é realmente a palavra, precisamos também de um matador, alguém pra dividir toda essa responsabilidade que o Loco Abreu carrega, pois o Brasileirão está chegando, um campeonato longo e como sabemos, nem todo dia será um dia brilhante pro Loco, infelizmente.
Além disso, outro setor deficiente é o sistema defensivo. A zaga hoje não se colocou bem e poderíamos ter sofrido mais gols.
Enfim, se alguém discordar de mim ou tiver alguma coisa a acrescentar, será sempre bem vindo. Se quiserem me seguir no twitter também, falo de futebol até demais:
Até a próxima








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